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Feminismo de Dados contra a Inteligência Artificial Machista

0 vistas • 06/21/26
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#noticias #reflexão #sociedade O feminismo de dados é uma corrente acadêmica que busca aplicar conceitos do feminismo ao desenvolvimento de bancos de dados, algoritmos e sistemas de inteligência artificial. Sua obra de referência é o livro Data Feminism (2020), de Catherine D'Ignazio e Lauren F. Klein, frequentemente citado em universidades e centros de pesquisa que trabalham com ética da tecnologia, governança algorítmica e inteligência artificial.As autoras partem da ideia de que dados não são neutros e de que sistemas tecnológicos reproduzem relações de poder existentes na sociedade. A partir dessa premissa, defendem que gênero, raça e outras categorias sociais sejam incorporados ao processo de desenvolvimento tecnológico. Nos últimos anos, essa abordagem ganhou espaço em universidades norte-americanas e europeias, além de influenciar pesquisas financiadas por organismos internacionais ligados à ONU e iniciativas voltadas para diversidade, inclusão e governança digital.O problema surge quando uma teoria política supremacista deixa de ser objeto de estudo e passa a orientar diretamente a produção científica e tecnológica. O feminismo de dados não se limita a identificar "problemas" sabidamente inexistentes, mas procura redefinir os próprios critérios pelos quais sistemas tecnológicos devem ser avaliados.Se a principal preocupação de um algoritmo deixa de ser sua precisão e passa a ser sua adequação a determinados objetivos políticos ou sociais, surge um risco evidente: a substituição da objetividade por preferências ideológicas. Afinal, quem decide quais grupos devem ser favorecidos? Quem define o que é uma representação justa da realidade? E quem controla esses critérios?Outro aspecto preocupante é a rejeição crescente da neutralidade científica. Embora a neutralidade absoluta seja impossível, ela continua sendo um ideal fundamental da ciência moderna. Sem esse princípio, abre-se espaço para que diferentes grupos tentem moldar a produção de conhecimento segundo suas próprias visões de mundo.Trata-se de uma disputa sobre quem definirá os valores que orientarão a inteligência artificial do futuro. E quando correntes ideológicas passam a influenciar diretamente o desenvolvimento de tecnologias que afetarão bilhões de pessoas, a discussão deixa de ser acadêmica e passa a ser uma questão de interesse de movimentos supremacistas como o é o feminismo.

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